Rodrigo Hübner

Computação e|é Diversão





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O “eu mesmo” em python: self

19th June 2008

As pessoas que não são tão acostumadas com a programação orientada a objetos em python, as vezes me perguntam: Por que utilizar aquele “self” antes de qualquer parâmetro em um método? Pois bem! Vou tentar responder esta pergunta tão comum e com alguns exemplos notáveis.

Primeiramente vamos definir uma classe chamada “Pessoa” e atribuir um método a ela para dar o nome a uma pessoa:

class Pessoa(object):

def set_nome(self, nome)

if nome.istitle():

self.nome = nome

else:

print “Nomes próprios possuem a primeira letra maiúscula :)”

Muito bem! Eu defini uma restrição dentro no “if” para testarmos se o nome passado como parâmetro têm a primeira letra maiúcula. Para esta classe, nós instanciamos um objeto que é usado posteriormente para acessar o método dentro da classe, assim, utilizamos o objeto seguido do nome do método dessa forma:

ciclano = Pessoa()

ciclano.set_nome(”Rodrigo”)

print ciclano.nome #Vai imprimir ‘Rodrigo’

Até aí tude bem! Mas e o self? O self é o nome do objeto a ser invocado pelo método, em outras palavras, quando fazemos ciclano.set_nome(”Rodrigo”), estamos dizendo que o método set_nome chamado pertence a classe instanciada para o objeto ciclano.

Outra forma de utilizar esta mesma classe é a seguinte:

ciclano = Pessoa()

Pessoa.set_nome(ciclano, “Rodrigo”)

print ciclano.nome #Vai imprimir ‘Rodrigo’

Perceberam a diferença? Agora eu tive que passar o objeto na qual o método set_nome pertence como primeiro parâmetro do próprio método!

Não é necessário que o primeiro parâmetro seja exatamente “self”, nos podemos dar qualquer nome a ele, mas como é interessante que tudo seja padronizado e que o nome self está nas normas de padronização PEP-8, então não iremos discutir.

Algumas linguagens utilizam o self implicitamente, mas por que em python ele é definido explicitamente? Eu achei algumas definições:

  • O self explícito faz parte do “espírito da linguagem”, como diz o Zen of Python: Explícito é melhor do que implícito;
  • A declaração explícita já virou costume entre os programadores em python;
  • Maior flexibilidade na chamada de métodos.

Se alguêm tiver mais um por favor comente :)

Existem outras razões relacionadas a herança simples e múltipla na linguagem que poderei falar na próxima. Até logo!

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Flisol 2008: Programação em Python

27th April 2008

Em primeiro lugar, quero dizer que o evento FLISOL aqui em Maringá está de parabéns! A galera apareceu em peso, vimos pessoas até de cidades mais próximas da região, muito legal mesmo!

Bom, Uma das palestras realizadas foi “Programação em Python”, em que eu fui o palestrante. Nesta palestra, além de uma pequena introdução, dizendo empresas grandes que trabalham com a linguagem, características introdutórias, etc, eu mostrei aspectos interessantes como:

  • List Comprehensions;
  • O método map();
  • Função de uma linha (lambda);
  • Geradores e Iteradores; e
  • Herança Múltipla

A palestra eu deixei disponível para fazer o download em .pdf [aqui]

Teve outras palestras interessantes como “Conhecendo e Viajando na filosofia do Software Livre” e “Nas Asas do Ubuntu 8.04″ ministradas por André Noel, “Slackware Linux” que foi uma palestra praticamente improvisada por Maycon Sambinelli que deu conta do recado falando da sua “religião” que é o Slackware.

Destaque também para a palestra de Eduardo Pezutti falando do CMS Drupal e Lucas Mazzardo Veloso com sua palestra “Administração de Ambientes Heterogêneos com Software Livre” mostrando algumas ferramentas livres para manutenção e administração de redes e computadores.

Rodrigo Hübner

Bom, obrigado a quem compareceu e espero que tenham gostado!

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